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 Semenej à Procura de Comida?

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Semenej
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MensagemAssunto: Semenej à Procura de Comida?   Qua Ago 10, 2016 10:37 pm


O pequeno, somente em altura, goblin esverdeado caminhava pela estrada que levava à Hariel. Queria um trabalho simples de acabar com a raça de alguns adversários, de preferência adversários fortes. Sua sina, mesmo depois do treinamento com seu mestre Orc, ainda era derrotar adversários fortes. Seu mestre costumava dizer que esse comportamento seria seu fim mais cedo ou mais tarde e Semenej tinha ciência disso.

-Bah...eu só quero ficar mais forte. Não importa se a próxima luta será a última. Malditos irmãos goblins que me deixaram para trás...se me vissem agora, bah, iriam tremer com certeza.

Caminhava sem se importar muito com seu destino, mas atento a qualquer som ou possível movimentação estranha que pudesse acontecer. Ladrões, assassinos e toda a sorte de bandidos costumavam atacar aventureiros solitários e Semenej não queria ser pego de surpresa.

A caminhada continuava e ele se lembrava dos treinamentos de seu mentor. Socar, chutar, meditar, socar, socar de novo, soque direito seu goblin anão esverdeado, soco, soco, soco, chute. Foram muitos anos de treinos que começavam antes do nascer do sol e terminavam quando o sol já tinha desaparecido. Não sabia como sua vida seria nos pântanos, mas com seu mestre tinha sido muito boa. Comia razoavelmente bem, bebia bem, só não tinha muito tempo para as festas. As últimas palavras de seu mestre orc antes de se separarem ainda ecoavam em sua mente:

”-Continue neste caminho e será alguém forte o bastante para defender quem deve defender e alcançar seus objetivos, por mais estranhos que eles possam parecer. Mas se você se enredar para o caminho incorreto, eu o procurarei e findarei sua vida.”

A última parte o fazia tremer ainda hoje. Semenej conhecia o poder descomunal de seu mentor e não o desejava como inimigo. Sonhava que um dia poderia ser tão poderoso quanto ele. Ultrapassá-lo seria um feito muito difícil. Voltou à realidade quando sua barriga roncou, mostrando que seu corpo precisava se alimentar.

-Justo agora? Maldição....

Parou de caminhar e olhou para a estrada atrás de si, de onde viera, e depois para frente, para onde estava indo, e suspirou fundo. Deu duas batidas de leve no seu estômago e comentou sozinho:

-Bah....tem muito o que caminhar ainda. Se encontrarmos um sapo, um coelho ou mesmo insetos...vou te saciar.....Bah....enquanto isso, trate de ficar quieta.

E retomou seu caminhar.
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Anatoly Cherno
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MensagemAssunto: Re: Semenej à Procura de Comida?   Qui Ago 11, 2016 2:08 pm

O goblin que caminhava sem um destino em mente, apenas procurando comprar uma briga ou saciar sua fome, estava deixando nas mãos do destino o que acontecesse consigo naquele dia seco e sem muito vento.

Sua barriga roncava e ele falava sozinho, colocando a mão sobre ela e relembrando de seu treinamento com seu mestre orc, onde normalmente era uma coisa árdua, porém, não realmente se importava com isso, afinal, o "calor da batalha" era onde se sentia mais a vontade. Comia e bebia razoavelmente bem diante da outra criatura esverdeada em meio ao treinamento, e agora estava ao relento.

Suas fortes pernas estavam acostumadas com caminhadas longas e como qualquer um, sentia fome. Pensou em sapos, criaturas pequenas e escorregadias, nem tão difíceis de se capturar e que poderiam servir como entrada ou pelo menos, enganar o buraco de seu estômago. Coelhos? Ali por perto era um tanto difícil de se achar, já que diante dos encanamentos da Ageen, eles se escondiam e morriam em suas tubulações de vapor, algo que trouxe muitos problemas e ocasionalmente, sua população diminuiu (tanto pela morte quanto por terem ficado mais espertos e mudado seus hábitos).

Perambulava pela estrada e não se viam outros viajantes além dele, parecia estar sozinho num caminho que com certeza era tão percorrido, afinal, haviam pegadas no chão (de cavalos, bois e até, marcas de botas), rastros de carroças, mas nenhuma era vista. Não haviam sinais de combate, apenas as marcas da passagem de todos, como se o movimento simplesmente tivesse sido cessado por ordens do rei para com seus fornecedores ou povo.

Uma ave de rapina, acima dele guinchou, mas não era possível avistá-la por estava contra o Sol e o brilho por trás dela deixava o goblin cego, se assim tentasse avistar a criatura. Se fosse para fora da estrada, suas chances de caça seriam maiores.

A floresta ao seu arredor não era exatamente fechada, sua grama era bem melhor de se ter os pés do que a terra da estrada e era só, pois não era alta. As árvores de Ageen tinham a madeira branca e descascada, finas de tronco e com ramificações de galhos bem grandes, pouca folhagem (talvez pela falta de nutrientes ou por ser de sua espécie mesmo) e as que tinham, eram folhas de aparência seca que se apertadas, se esfarelavam e de tonalidade amarronzada. O solo era regular e se perdia além da vista, porém não haviam muitos sons que chamavam a atenção naquele terreno.
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MensagemAssunto: Re: Semenej à Procura de Comida?   Sex Ago 12, 2016 7:56 pm


O dia estava seco e ventos eram raros, um clima bem diferente do pântano do qual vivera sua infância. Se aquilo poderia ser tratado como uma infância. Abriu um sorriso malicioso lembrando-se das lutas que vencera durante sua vida naquele local malcheiroso, mas cheio de iguarias como sapos, insetos e quando tinha alguma sorte, uma vaca atolada e morta durante alguns dias. Dias que encontravam vacas eram dias de festa, porque tinham comida boa, mesmo que a carne já estivesse meio podre. Vacas vivas as festas duravam de dois a três dias.

Quando pensava na vida que tinha no pântano, e na comida que, de certa forma, era farta, por isso sua barriga de novo roncou e ele olhou em volta à procura de sapos, coelhos ou toda a sorte de comida. Não era tão exigente assim e sabia que seu mestre Orc tinha estragado o pequeno goblin com alimentos mais refinados que sapos crus e etc. Mas não via nada que pudesse servir de alimento para ele. O clima seco não era ambiente para sapos.

Achou estranho não ver qualquer tipo de viajante por aquelas bandas. Sabia que a estrada da qual estava era bem usada. Pegadas de animais, pessoas e marcas de rodas eram vistas em toda a extensão do caminho, mas nenhum ser vivo.

-Que porra tá contecendo por aqui? Será uma guerra e eu não fui convidado? Ah se for.....vai ter gente que vai comer terra...

E sua barriga ronca de novo e ele a soca agora. Seu sangue já começava a esquentar com a possibilidade de uma boa briga. Ouveo som de uma ave, mas não consegue vê-la e nem procura ver onde ela estava. Não tinha como alcançá-la para poder saciar sua fome. Tinha a opção de seguir floresta adentro, mas e se uma guerra estava acontecendo mais para frente?

-Merda de barriga que não para quieta. De barriga cheia não vou conseguir lutar direito....Grrrrrrr!

Rosnava, invocando sua natureza goblinoide. Olhou para a estrada novamente e ainda não havia sinal algum de seres vivos. Bufou e resolveu seguir para a floresta que contornava a estrada. Ao pisar na grama alta, sentiu o alívio percorrer toda a extensão de seus dedos e pés.

-Hora da caça.

Analisou a floresta e viu que não parecia muito promissora. Fechou um olho e tentou permanecer imóvel, para não deixar nenhum som que pudesse denunciar uma presa, escapar. Ficou assim por alguns instantes e seguiu mata adentro. Ao passo que passava por uma árvore, arranhava-a, deixando uma marca para não se perder para sempre no meio daquelas árvores feias e mal nutridas. A última coisa que queria era ter que comer grama o resto da sua vida e ainda perdido.
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MensagemAssunto: Re: Semenej à Procura de Comida?   Seg Ago 15, 2016 12:15 pm

Já imaginando que tivesse ocorrido uma guerra sem aviso prévio, isso o irrita um pouco, pois gostava de uma boa matança e em meio aos corpos estirados ao chão, era como um banquete de luxo servido para ele e aqueles que desfrutavam de sua falta de preferências. Não havia fumaças no céu. indícios de flechas e pelo rastro na terra, parecia que as pessoas simplesmente haviam apertado o passo, visto que suas marcas eram mais profundas do que quem simplesmente anda. Ainda era um mistério o que havia ocorrido por ali.

Resolveu ir para o mato na beira da estrada e ao encostar sua pele na grama de mesma tonalidade, fechou os olhos, saboreando o sentimento e já tentando ouvir a movimentação próxima de algum animal. Não havia ventos ou qualquer movimento que denunciasse alguém, ele apenas aguardou enquanto o mundo girava e sua fome crescia, reabrindo os olhos quando ouviu um estalo ao longe.

Colocou as garras no tronco de uma daquelas árvores e raspou sua madeira, deixando uma marca que se descascava facilmente, deixando alguns dejetos embaixo de suas unhas. Não que aquela parte fosse podre, era apenas macia e com certeza, boa para o fogo, mas péssima para a construção.

Andou indefinidamente por quase dez minutos, o Sol parecia preguiçoso no céu enquanto liberava seu calor sobre o goblin, não cansando-o, mas dando uma sensação térmica mais quente do que realmente era, borbulhando o sangue do pequeno-não-tão-pequeno.

Subitamente, um javali grande, que batia na cintura de Semenej passava correndo ao longe, uma flecha cravada em seu lombo e soltando lágrimas de sangue contidos pelo ferimento. Ele guinchava esporadicamente, não parecia ter muita força para tal, mas sim para sua corrida (se o goblin corresse, talvez conseguisse abraçar o animal no ato). Além dele, passos pesados e tumultuados também eram ouvidos vindo na direção do animal que fazia sua saída com muita pressa, mas tudo parecia pesado, lento, ou pelo menos era o que os sons anunciavam.

Se resolvesse permanecer no mistério, não havia muitos lugares onde pudesse realmente se esconder, visto que os troncos eram finos e precisaria de pelo menos quatro árvores juntas para apagar a imagem dele, porém, a quantidade em locais aleatórios faziam com que uma pequena camuflagem fosse feita, mas nada muito efetivo, visto a sua tonalidade. Subia nas árvores talvez fosse uma boa ideia, mas ele não iria muito longe e dependendo da força que fosse empregada, talvez elas não aguentassem o peso, rachando e estalando de forma nada discreta.


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MensagemAssunto: Re: Semenej à Procura de Comida?   Seg Ago 15, 2016 6:20 pm

OFF - Curti sua sign. :D


A ideia de que uma possível guerra poderia estar acontecendo ainda martelava na sua cabeça como o gongo de um sino sendo puxado pelo padre de uma igreja no centro da cidade. Mas onde estariam os funis de fumaça? Os gritos de terror? Os corpos estirados e prontos para serem comidos? Alguma coisa não estava realmente certa ali naquela área. Talvez nem existisse uma guerra de verdade e por essa razão o goblin esverdeado segue na direção da mata para poder se alimentar de qualquer coisa com sustância, grama, folhas e troncos de árvores não estavam em sua dieta desde que nascera, mesmo em situações desesperadoras.

Ao ouvir um estalo distante ele abre imediatamente os olhos para tentar seguir o som usando de sua furtividade. Não queria chamara a atenção e como um caçador hábil, ele sabia que deveria ficar contra o vento caso quisesse pegar seu almoço sem chamar a atenção. Não fedia, mas o olfato de muitas presas era bem aguçado para facilitar sua sobrevivência.

Depois de “marcar” uma das partes e perceber que não tinha dado muito certo, Semenej resmunga:

-Devia ter derrubado...nah....não deveria.

E soltou um Grrrr de insatisfação. Balançou a mão para tirar os pedaços de madeira debaixo de suas unhas e andou por alguns minutos, deixando de marcar as outras árvores. O sol era escaldante e a fome cada vez pior. Logo ficaria, além de faminto, com sede.

Não contava encontrar grande coisa enquanto caminhava quando viu um javali grande passar com uma flecha na bunda. O ferimento da flechada vertia sangue e demonstrava que tinha sido feita recentemente. Semenej viu uma oportunidade de ouro ali. Sem pensar ele correu na direção do javali e se o alcançasse, tentaria socar seu crânio ou sua perna traseira com força suficiente para desmaiar o animal ou fazê-lo parar de correr. Ouviu também passos pesados vindo na direção do animal, seria o caçador que lhe lançara uma flecha? Provável. Pelos sons, era um caçador e tanto. Um gigante?

Atingindo o javali ou não, Semenej pretendia pegar o caçador de surpresa. Mas olhou em volta e não haviam locais propícios para se esconder. As árvores quase não tinham folhas e se esconder em suas copas seriam como querer esconder um búfalo dentro de um bolso de camisa. Suspirou fundo de insatisfação e resolveu se distanciar um pouco da rota que o javali tinha feito, não queria ficar à vista de quem quer que fosse que estava se aproximando. Gostava de uma luta, mas preferia analisar seu inimigo antes de ser tão descuidado. Isso aprendeu com seu mestre monge Orc. Pelo menos aprendera uma coisa.

Deitou-se no chão, depois de se distanciar alguns passos da rota e resolveu aguardar. Se a grama fosse um pouco mais alta, ele poderia se esconder facilmente. Mesmo com sua habilidade de furtividade, ela não funcionava bem onde não havia nada para se utilizar para se esconder.


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MensagemAssunto: Re: Semenej à Procura de Comida?   Ter Ago 16, 2016 5:10 pm

Não demorando para reagir após avistar o suíno, o esverdeado corria na direção do animal e dava um salto, abraçando-o e restringindo seus movimentos contra a grama. Não tendo mais que correr, ele agora concentrava suas forças em guinchar. O goblin sentia o esforço que era feito enquanto ele tragava o ar e com muito empenho esvaziava berrando. Seu pelo moreno era grosso e ele não esperneava tanto, talvez por não ter mais tanto ânimo ou energia para tal. O ferimento em seu lombo não sangrava muito, talvez não tivesse atingido uma parte que o fizesse tanto, mas ainda assim, estava encravada sob sua pele.

Sem esperar que ele fizesse mais barulho para chamar a atenção de seus possíveis caçadores, Semenej desferia um forte soco contra o crânio do javali que o fizera fechar a boca em apenas um golpe. Ele parecia morto, visto que estava com os olhos semi abertos, a boca totalmente e com a língua caída para o lado, mas ele respirava como quem absorve oxigênio para espirrar, puxando muito e soltando aos poucos.

Deixando o corpo do porco ali, Semenej queria saber quem era/eram seus perseguidores, então, após abandonar a presa, recuou de volta para o mato e em uma ação muito inteligente para seu perfil goblinóide (típico de um caçador veterano e não de alguém sábio), ele acha um pequeno local onde pudesse deitar no chão, camuflando a tonalidade de sua pele com dá flora mais básica que cobria o solo por quilômetros. Não era exatamente um bom local para ficar invisível, mas diante de olhares desatentos - afinal, não havia indícios que o irracional não tivesse desmaiado pelo esforço da fuga - contra o desconhecido, o pequeno monstro não seria visto com facilidade.

Logo, passos pesados tomavam forma além do barulho, o som de conversa e respiração pesada (só que dessa vez, por perseguir), revelava-se serem três da mesma raça que Semenej, porém, de outra espécie.

- Uh... Chega de correr... Hora de comer... - Respondia um deles, de pele bem branca, pálida e esse sim, se camuflaria bem em meio às árvores de pouca cor. Não deveria medir mais que 1,40 e carregava consigo três bolsas, duas atravessadas no corpo e uma na mão que era arrastada, essas, que pareciam terem sido feitas agora, provavelmente eram feitas com o estômago de alguma criatura, pois as manchas de sangue ainda estavam grudentas contra a pele do goblin. Sua face era desprovida de pelos e tinha um nariz arrebitado e afundado, toda vez que falava, ele cuspia um pouco e mostrava as presas, sendo algumas quebradas, não tendo a arcada dentária completa.

- Um tolo você deve ser se achas que a carne é nossa, Misgiagi. - Respondia para ele um outro, com uma mochila improvisada cheia de pedras nas costas enquanto carregava uma besta nas mãos. Ele era manco e o menor deles, compartilhando da mesma altura do javali. Seu olhar era afiado, assim como suas presas protuberantes. Manco, andava aos balanços. A tonalidade de sua pele era um pouco mais esverdeada, mas ainda assim, fraca. Cheio de cicatrizes de pontos, parecia que ele apanhou um pouco para aprender a usar a arma que carregava.

- Chega de conversa, vocês dois. - Falava com autoridade um terceiro, este com grilhões pelo corpo todo (uma grande corrente no pescoço que não se prendia a lugar algum, uma em cada pulso como algemas, mas que não se interligavam, e nos pés, que limitavam seu movimento, apesar de o permitir correr, era impossível erguer a perna). Tinha dentes de esquilo, os dois da frente eram grande e ficavam à amostra mesmo com a boca fechada e os outros eram pontiagudos, um de seus olhos estava roxo e com o globo vermelho. Tinha pouco cabelo, mais nas laterais da cabeça do que por todo e um tanto no peito e costas, este, também não era tão alto, compensando com um corpo parrudo (musculoso, porém com uma pancinha).

Aproveitando que Semenej havia deitado a presa para eles, logo dois deles se aproximava e retirando a flecha do corpo do desmaiado, já cravavam em seu pescoço, formulando alguns espasmos. O de tonalidade mais esverdeada se agachava e tomava um pouco do sangue que escorria e arrotava com prazer. O menor o dava um soco no ombro e ele revidava com um empurrão, que fora um pequeno esforço se levantar logo em seguida, visto que muitas de suas pedras haviam caído junto dele. O mais largo deles agora sentava-se contra um tronco (de costas para o camuflado) e descansava um pouco enquanto seus companheiros lutavam um pouco enquanto começavam a esquartejar o mais peludo dentro todos ali, deixando que a terra bebesse do sangue fresco e morno.

Não era um trabalho bem feito, talvez apenas estivessem diminuindo o tamanho do porco para carregá-lo em pedaços, pois cortavam de qualquer forma, quebravam seus ossos aos socos e chutes, amaciando consequentemente a musculatura tensa e a sujando-a de terra. Muito de seu pelo e couro ainda estavam grudados, por preguiça ou desleixo em fazer um trabalho bem feito.


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MensagemAssunto: Re: Semenej à Procura de Comida?   Ter Ago 16, 2016 7:10 pm


Sua ideia de pular no javali e soca-lo dera certo, certo até demais na sua opinião goblinóide. Cavalgar o javali era até divertido, mas seu objetivo era outro e já estava bem definido, saber quem era o caçador daquela criatura. Seu soco parecia ter feito o cérebro do suíno balançar dentro da cabeça, fazendo-o perder os sentidos ou só ficar ali, esperando sua morte. Queria tê-lo desmaiado, mas daquele jeito já estava bom demais para quem só tinha árvores e grama para comer.

-Fica quietinho aí que eu já volto.

Tentou se esgueirar a uma distância segura e deitou-se no chão, tentando se camuflar. Achou que tinha feito um bom trabalho, afinal o caçador não sabia que estava, agora, sendo caçado.

Os passos logo se tornam mais audíveis e para sua surpresa, três outros goblins aparecem. Eram de espécies diferentes da de Semenej, afinal, devem ter nascido naquela floresta e suas peles, pelo menos de um deles, se camuflava bem naquele terreno. Pareciam estar com fome, assim como o monge.

”Será uma boa briga. 3 contra um é justo.”

Permaneceu quieto e deitado por um tempo, ouvindo a conversa dos três. Depois de alguns minutos, Semenej, ainda deitado, se aproximava aos poucos, usando de sua furtividade para evitar que fosse denunciado pela sua movimentação ou por algum som que pudesse criar. Queria ver mais dos três, talvez pudesse conhecê-los, mas sinceramente não queria. Queria uma boa luta e quebrar alguns dentes.

Aparentemente os três tinham passado por maus lençóis. Um deles estava com o olho ferido, o outro com marcas pelo corpo, mas que não pareciam recentes. Identificou o que usava como grilhões como o líder do trio, mas poderia estar errado. Quando dois deles começavam a destroçar o javali, Semenej não aguentou e se levantou, fazendo barulho mesmo.

-Caralho....que porra cês tão fazendo com o Javali que eu derrubei? Pensei que cês tinham mais cabeça do que um rato com a cabeça esmagada.

Deu dois passos para frente e viu que o dos grilhões estava a sua frente.

-Ô das corrente....tu é o líder desses dois aí? Porque se for eu te desafio para uma luta valendo a liderança...se eu perder vou ficar sendo teu subordinado...que tu acha?

E juntou suas mãos, estalando seus dedos. O sangue de Semenej voltava a circular com pressa, como sempre acontecia com uma boa briga.


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MensagemAssunto: Re: Semenej à Procura de Comida?   Ter Ago 16, 2016 8:54 pm

Desistindo da furtividade, Semenej logo erguia-se como se tivesse brotado da grama, o que no cérebro dos outros goblins, era bem possível, assustando-os de primeira instância. O menor, que carregava a besta se vira e nem mira direito, já atirando com a arma contra o esverdeado, acertando a boca dele em um súbito desespero.

A flecha que veio na direção do maior dali, era reta e sem pontas de difícil remoção, era apenas reta e trespassava a boca dele, saindo pela bochecha esquerda, fazendo um furo pequeno, mas dolorido e que não sangrou muito, apenas fez um pequeno rastro até o queixo e cessou, afinal, não era uma zona com muitas veias ou mesmo, de uma artéria.

O que tinha grilhões pelo corpo logo caía para trás ao ver aquele ser imune a dor, parado e mesmo tendo as mesmas características que eles, era bem maior e havia recebido um tiro no rosto de graça. Olhou com horror para os outros que retribuíram o olhar assustado.

- Da grama! Ele surgiu da grama! Será um semi deus da floresta? - Dizia aquele que tinha bolsas ao redor do corpo e o que a recém havia atirado, não recarregando a besta (como era o esperado), ainda surpreso. Logo o mais parrudo vinha e o peitava, empurrando-o para trás em uma típica afronta.

- Cale-se, Misgiagi! Não passa de um orc anão! Se teme um deficiente, não aguentará a vida! - Respondia o dos grilhões para o seu companheiro, que reassumia a postura, cuspindo na perna daquele que havia o afrontado, recebendo um olhar ameaçador e ambos ficaram se encarando por um momento.

- Ele quer um combate, não haverá empate. Mini orc quer o quê? Brigar desarmado, uma besta temos, facilmente sairá machucado. - Ria aquele com a arma, abrindo um sorriso sombrio, seu olhar brilhoso de cor alaranjada, pequeno e ameaçador, não parecia temer um inimigo bem maior que ele e se não fosse a pose de durão do com os metais pelo corpo, esse certamente seria o que mais aparentava ser um inimigo formidável.

- A briga é minha, Dramus. Fique na sua e não se intrometa! - Ele ia até o que tinha a mochila com as pedras e pegava duas, só que, ao invés dele ir até o encontro de Semenej, ele começava a jogá-las, para o desespero do menor que as carregava, impulsivamente indo na direção que eram jogados os pedregulhos como um cachorro ia atrás de um graveto, ignorando totalmente a presença do maior.

A mira dele era horrível e era explicado o motivo de não estar carregando a besta, muitas das rochas acertaram as árvores próximas e apenas três chegaram a entrar em contato com o corpo de Semenej, que batiam fortemente, com peso, mas sem cortar ou impossibilitando-o. Parecia bem fraco (ou era a si que era muito forte?).

Não aguentando ver um atirando pedras e outro juntando-as, guardando-as, sendo atiradas e indo pegá-las novamente, aquele que fazia mais branco pegava uma pedra e ia com tudo para cima do maior.

Sendo apenas vinte centímetros menor que ele, havendo quase uma cabeça de diferença entre eles, ele vinha correndo com a pedra em mãos e berrando igual um porco sendo abatido. Seu olhar vazio parecia louco e indomável, apesar do pouco tamanho.

O odor de sangue entre eles era palpável, assim como a própria existência do líquido manchando o corpo pálido, dando a ele uma aparência hedionda. A falta de dentes em alguns pontos e outros bem pontiagudos eram uma clara demonstração de que era feroz, enquanto seus companheiros se limitavam a um combate a média distância, talvez não querendo se machucar.

Aquela luta era um caos, não havendo uma precisão ou um estilo de combate certo entre eles, além de serem desorganizados no que cada um faria. Não parecia terem um real líder e compravam a briga mais por não saberem o que Semenej era (apesar de um deles não querer lutar, preferindo catar as pedras que eram lançadas e mantendo um ritmo de movimento irregular e de difícil previsão).


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MensagemAssunto: Re: Semenej à Procura de Comida?   Qua Ago 17, 2016 2:27 pm


Semenej não previra um ato tão rápido e reflexo do goblin que atirara a flecha em sua bochecha. Ele a sente atravessar a parte que mais tinha pele do que carne e tira a flecha com cuidado para não estragar sua beleza (quase) inexistente. Segurou a flecha na mão esquerda e disse:

-Que porra é essa de me atacar assim? Quer morrer?

O furo causado pela flecha apenas latejava, nada com o que se preocupar. Se comparado aos golpes sofridos pelo seu mestre orc, aquilo era praticamente um carinho. Com as costas da mão direita ele limpa o pequeno fio de sangue que estava em seu rosto e ouve o que os goblins, muito idiotas por sinal, conversavam.

-Eu não sou um orc anão. Eu sou um goblin. Além de burros, são cegos?

Deu uma gargalhada quando um dos goblins dizia que tinha uma besta.

-A mesma besta que atirou isso em mim e não me fez nem cócegas? Bowahahahahaha!

Ria apontando para a flecha em sua mão. Eram bem burros mesmo, apesar de perceber que eles se esforçavam. Tinham apenas que passar por um treinamento, disciplina e ficariam tão bons quando o próprio Semenej. Melhores nunca.

Pedras começaram a ser jogadas na direção de Semenej e apenas três delas acertaram, sem dando, aparentemente. A maioria das pedras acertavam as árvores e a desorganização dos três goblins lhe dava náusea. Um trio com tanto potencial a ser desenvolvido, mas que atualmente era tão idiota.

Um dos goblins vinha correndo na direção de Semenej com uma pedra na mão e ele suspira fundo, dizendo:

-Isso é sério? Tem certeza baixinho branquelo?

O cheiro de sangue atiçava bastante a vontade de lutar de Semenej, mas lutar com aqueles três era como espancar um humano enforcado. Não daria trabalho algum. O goblin que aparentemente parecia mais feroz do que o que tinha as correntes se aproximava gritando. Ele tinha bastante potencial, apesar de ser completamente descuidado.

Semenj pega uma das pedras que o tinha atingido, deixando a flecha no chão, e a lança na cabeça do goblin feroz que se aproximava. Pretendia desmaiá-lo como fez com o javali. Se acertasse a pedra na cabeça do goblin esbranquiçado, pegaria outra pedra e a lançaria no goblin com as correntes para desmaia-lo também, caso não conseguisse desmaiar o goblin esbranquiçado, entraria em posição de luta e tentaria desviar do “golpe” dele e golpearia a nuca do goblin, para desmaiá-lo.


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MensagemAssunto: Re: Semenej à Procura de Comida?   Qui Ago 18, 2016 1:15 pm

Após a represália com gosto de ferro, o goblin das bolsas logo se encolhia, temendo a fúria do deus do tempo, de suas filhas ou de suas demais criações, como se a grama em que pisava fosse uma extensão do corpo de Semenj e logo iriam tragá-lo para as imensidões da terra, onde provavelmente viviam os tieflings, onde iriam açoitá-lo por anos enquanto o mutilavam aos poucos para poder se alimentar, deixando com que cicatrizasse, se curando aos poucos para que pudesse tirar mais alguns pedaços do pequeno no decorrer dos anos até que seu corpo não mais aguentasse e morresse em choque pela constante dor, medo e estresse. A visão de tudo isso passou diante dos olhos dele enquanto olhava para o ferimento no rosto do maior e logo em seguida para a grama que estava sobre, porém sua atenção fora redirecionada para o xingamento que recebia de seu colega, esquecendo totalmente o que torturava sua mente.

Ouvindo que a besta não machucava-o, só reforçou a ideia de que era algum tipo de semideus e isso incomodou um deles, retornando suas visão de um fanático religioso que preferia bajular superiores a ter de mudar seu estilo de vida. Diferentemente, os outros dois apenas sentiram uma ânsia por sangue, não precisavam de uma arma para feri-lo, já que aquilo era inútil (já que recarregá-la era um esforço tremendo, ainda ter de mirar...) e que haviam outros meios de acabar com a vida do esverdeado.

O treinamento com o monge havia lhe dado alguma sabedoria, não apenas a habilidade de o que fazer em uma situação de combate. Via potencial nas três criaturas e que um dia poderia chegar a serem grandes (no sentido figurativo, claro) como uma infantaria, talvez por sua energia ou ferocidade, o caso era que o goblin os subestimava.

Assim que o de tonalidade mais branca vinha em sua direção, esquecendo seus medos, Semenej não pestaneja antes de se abaixar, pegando uma pedra e atirando contra a cabeça do pequeno, que recebera aquilo como um tiro de canhão, abrindo um talho na têmpora, jorrando bastante sangue, mas que não o fez parar, parecia em berserk, passando a língua na lateral da boca como se quisesse sentir o sabor ferroso de si mesmo, porém o líquido estava escorrendo mais pela lateral, próximo das orelhas e contornava sua mandíbula, pingando pelo seu queixo. Ele se aproximou do maior, que prontamente desviou e tentou dar um golpe em sua nuca para desacordá-lo, porém ele seguiu reto, em uma fúria cega e desmanchou uma árvore em seu encontrão. Não era grande, mas era forte. Virava-se respirando pesado e fazia uma expressão de raiva, arreganhando os dentes de forma ameaçadora, não temendo se machucar.

Os outros, ao ver que ele não ia parar, começaram a se ajeitar. O que tinha a besta e estava juntando as pedras, logo senta no chão e começa a armá-la, o que era um esforço e tanto procurar uma flecha em meio ao cesto cheio de pedras (isso quando não pegava uma quebrada) e aprontava-a para atirar, mas era lento e exigia força e cuidado, várias vezes deixando escapar de suas mãos e liberando o projétil conta o chão, alguns centímetros em sua frente e se irritando aos poucos com a situação. Aquele que tinha os grilhões, logo olhou para si mesmo, o mais forte de sua companhia e não queria ficar para trás, ainda mais quando o verde havia direcionado uma afronta para si.

Pegou algumas pedras, sob uma voz de lamúria do que as carregava e começou a bater em si mesmo com elas, abrindo feridas em seu peito trabalhado. Urrou como em um grito de guerra e seus olhos também tomaram um brilho semelhante ao do branquelo. Sua musculatura fora então tensionada e parecia que ele aumentava seu tamanho (para os lados), como se seus músculos crescessem pelo menos 1/3 do eram. Começava a se babar enquanto respirava de boca aberta e tinha uma feição maldosa.

A preocupação de Semenej era apenas com o branquelo, então não teve muita reação quando o dos grilhões passou pelo seu lado, não querendo atacá-lo pelas costas e o encarou por alguns segundos, erguendo as mãos e desferindo um soco na bochecha machucada, que com o movimento, uma das algemas em seu pulso simplesmente voou na lateral da cabeça do goblin atacado, causando uma dor maior ainda. Aquele golpe era o suficiente para fazê-lo mover a cabeça para o lado, mas ele não parou por ali, pois erguia o outro braço e desferia um segundo soco, do lado oposto do atingido e recebendo dois golpes diretamente em sua cabeça, de graça, o fazia cambalear um pouco para o lado enquanto seu atacante erguia as mãos e urrava para os céus.

Um "click" atrás de si anunciava que a besta estava armada enquanto o que carregava as pedras estava sentado no chão, mirando de forma decente agora, trancando a respiração para ter um tiro mais limpo, sem a movimentação do tronco para a inalação de oxigênio. Em seu lado havia o musculoso e atrás dele estava o branquelo com um ferimento feio na cabeça, que terminava de se desenganchar da madeira que ele havia entrado e se prendido, emaranhando-se em seus galhos quedados e o fofo material que se destruía sem muito esforço.


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